sábado, 22 de abril de 2017

Mil cartas



Tantas portas eu abri
Tentando te encontrar
E tantas outras bati
Para fingir que te esqueci.

Tantas orações eu entoei
Não para pedir que ficasse
Mas que se tivesse que partir
Que fosse feliz.

De tantas lembranças
Você virou poesia
Por que não só de alegrias são escritas as histórias de amor;

De cordas suspensas eu me equilibrei
Sem ao mesmo saber voar
De tantos abismos pulei
Tentando me salvar de mim.

Incontáveis noites te odiei
Mas orei por ti.

Mil anos se passaram
Mil desejos morreram
E mil cartas foram queimadas.

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