domingo, 6 de setembro de 2015

Insignificantes



"Seus olhos e suas palavras são tão frias
Ah, mas ela queima
como rum sobre o fogo
quente e rápido e com raiva
Como ela pode ser
Eu caminho com os meus dias por um fio..."


O céu sorria em meio a tanta clareza de alma, tantas faces cheio de estrelas. E o fogo ardia, invadia. Rodopiava em meus olhos o seu nome, em minhas mãos sua presença e em meu coração sua falta. Em meio a tantos, estava sozinha. Porque ele era multidão, e ao mesmo tempo solidão. Não aquela que dói. Aquele tipo de tudo que só se sente dividido por dois.
E eu fugi com vontade de voltar. Querendo ser sentida. Fazer falta ao ponto de ser achada. Mas isso era um pequeno absurdo. Seria pedir demais. Desejar por algo que me faria lembrar. Lembrar de que não sou mais minha. Que tudo é metade do que tenho tanto receio de admitir. Dele.
Mesmo assim eu fui. Ali com as ondas que dançavam para mim. Ali minhas lágrimas seriam pequenas demais. Insignificantes. 
Mas lá na fogueira tinha alguém sozinho também.  
Que juntou sua solidão com quem menos esperava.  

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