segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Make it rain.




Era difícil escutar algo a mais do que minha respiração, oh céus, não conseguia ritmá-la. Estava para chover. Seria lá fora ou dentro de mim?
Coloquei minha camisola e desci na ponta dos pés até a porta dos fundos, torcendo para que a chave estivesse no lugar de sempre. Estava.
Cada letra não saía de meus olhos. Palavras se desmanchavam em meus lábios.
Solos de guitarra dançavam em minha mente... tropeçavam... me deliravam.
E lá estava ele com um blusão por cima do pijama, não deveria ter conseguido dormir. Eu também.
Era uma noite sem estrelas... Sem esperança.
Mas seus olhos brilhavam. Meu fôlego perdido estava ali. Permanecia onde sempre esteve desde que o conheci. O decifrei.
Abri cautelosamente o portão, e seus dedos não esperavam o cadeado se abrir... Oh céus, por que ele mexia comigo desse jeito?
E nossa ânsia se formou um... Nossas lágrimas oceanos. Nossos lábios uma guerra pacifica e nosso coração uma marcha em direção ao paraíso.
E nossa despedida foi assim...  Choveu. Dentro e fora de nós.
 Ainda chove. 
Ainda dói. 
Sem acordo de paz.

Vanessa Alves

Mil cartas

Tantas portas eu abri Tentando te encontrar E tantas outras bati Para fingir que te esqueci. Tantas orações eu entoei Não ...