sábado, 27 de setembro de 2014

Espinhos




Difícil te colocar em uma poesia
Te decifrar em letras tão escassas
Talvez porque nada seja tanto
E esse tanto não valha mais nada.

Você veio como uma garoa de verão
Em meio a primavera você regou meu jardim
Acariciou meu rosto 
Seduziu meus ouvidos.

Ah que belo arco-íris tomou conta de nós!

E tudo virou tempestade.

Sua voz virou tortura
Sua presença, saudade.
Seus olhos, vales profundos
E seu sorriso espinhos.

E nada precisa rimar para eu chegar a conclusão que fomos uma poesia torta, uma infelicidade premeditada, um capítulo revirado, amassado, manchado, reescrito e lentamente remendado.

(Vanessa Alves) 

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