domingo, 26 de agosto de 2012

Há tempos, espero.



Há tempos não faço poemas.
Aqueles que lambuzam a boca sabe?
Não tenho tido muita compaixão de meus sentimentos. Eles estão mais intensos, mas sem escape.

Há tempos não me apaixono de verdade.
Aquelas bem arrebatadoras sabe?
Que faz a gente dobrar o joelho em oração, cantar a alma e bombear o coração.
Só afetos sem nomes.

Há tempos que meu ser não tem nome.
As cartas embaixo do travesseiro estão empoeiradas de saudade. Devolvidas ao remetente que ainda não mudou de casa.
E tudo vai virando pó, irritando o nariz e transbordando pelos olhos. Pesados.

E só ouço algo que me sussurra a cada segundo:
'Foud it, found it, found it...'
Mas não posso desistir de minha felicidade,
tenho apenas que mudar a direção de minhas esperanças.

( Vanessa Alves )
 


Mil cartas

Tantas portas eu abri Tentando te encontrar E tantas outras bati Para fingir que te esqueci. Tantas orações eu entoei Não ...