sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Abraços, carinhos e danças.

E é estranho como sinto medo por você. Instintos dos mais variáveis perigos possiveis invadem minha mente o dia todo.
Uma briga, em que você poderia estar no meio. Um acidente de trem em que você poderia estar em um dos vagões.
E meu coração aperta por segundos incessantes, e logo depois me faz lembrar que você ainda está aqui dentro. Mas você está longe. Á mundos inexplorados do meu abrigo seguro.
E eu faço planos impossiveis para te encontrar. Fugas abstratas no meio da noite. Encontros irreais no meio da madrugada.
E me pego sonhando acordada, nós dois dançando em um grande campo vazio, com as mais variadas melodias. Das mais insensatas maneiras.
O mundo poderia me chamar de louca por pensar assim. Penso enlouquecer ás vezes. Mas não gosto da sobriedade todo o tempo. Tenho tanto sentimento aqui. Se você soubesse.
E eu tenho tanto ainda para escrever. Tudo isso me estrangula. Mas é tão impossivel te colocar no papel. Decodificar o indecifrável.  O amor apenas acontece. Simples assim.
❝- Às vezes sinto falta de mim. - Eu também. - Sente falta de si? - Não, de você. E dói. [Silêncio] - Me abraça? - Sempre.
— Caio Fernando Abreu


domingo, 11 de setembro de 2011

Ridiculamente.






E os dedos dele roçaram docemente os ombros dela enquanto ele, com a desculpa de arrumar a manga da blusa, a tocou. E o carinho os encantou.

- Que foi?
- Nada...

E os dois sorriram.



E numa brincadeira a mão dele escorregou sobre o pescoço dela. Um arrepio inesperado. Algo aconteceu. Devia acontecer. Naturalmente.
Tão repentinamente o tom da risada mudou, o olhar virou um lindo abismo, o ar tornou-se mais respirável, algo floresceu.


E um ciúme apropriou-se deles. E o tempo que passavam juntos eram os mais ridiculos.

Eles adoravam isso.

sábado, 10 de setembro de 2011

O ato.










E nas escadarias em meio á faces lá estava ela, sentada com sua saia fitada.
Esperem um momento... Aquilo seriam ameaça de lágrimas?
Trilhos e trem. Multidões de histórias. Sua alma não estava ali.
Oh Deus, se ele saísse de um dos vagões e sorrisse para ela. Desejava que seus medos fossem mentira.

O ato.

Ela olha para o relógio.

Relembra sons de atos insanos. Talvez naquele instante já consumados.
E seu coração doía. Tão machucado. Cheio de retalhos.
Apenas mais uma história em meio á tantas outras. Apenas mais uma garota entre tantas.

Apenas mais um coração angustiado.




terça-feira, 6 de setembro de 2011

I'm Here.


 




Em uma madrugada qualquer o vi passar pela janela do carro. Apenas o silêncio.

E aquela cena insiste em perambular bêbadamente em minha mente, tropeçando em veias e já quase veio a cair na imensidão de meu coração. Oh Deus, não permita que ela caia no abismo.

Faço questão de que nossas lembranças sejam apenas doces. Aquelas que ainda suavisam como o vento de uma gostosa tarde de verão. 

Como dói suavizar tempestades. Há tanto amor dentro de mim apenas esperando o momento de finalmente esbrevejar com tal força que o mundo todo notaria nossa paixão. Nos perdoariam por todas as bobagens que seriam cometidas em frente á seus olhos. Sentiriam vontade de chamar por seus amores.

E essa garoa ás vezes se torna rebelde, tenta me lembrar do que eu mais quero esquecer. 

E eu apenas ficava olhando para ele sem controlar meu sorriso. Como era maravilhoso observar-te. Se ele soubesse. 

 Eu tenho um amor lindo. 

E em toas as minhas orações eu peço por ele. Não para que ele volte ou fique comigo. Mas apenas que ele fique bem. Seja lá a maneira. Imaginar seu sorriso já me é o bastante.

Eu tenho um amor lindo.

Nunca daria certo. Eu sei. 

Mas eu estarei aqui. Onde sempre estive á lhe esperar. Com um amor de tal maneira que aceita um adeus. Que ele seja breve e que a saudade lhe bata na janela, como uma pedrinha. E lhe faça acordar lembranças de dois corações que já se conhecem e anseiam por se encontrar. Seja qual for a maneira. Pois a nossa história não termina agora. Apenas uma pausa para o próximo capitulo.

Mil cartas

Tantas portas eu abri Tentando te encontrar E tantas outras bati Para fingir que te esqueci. Tantas orações eu entoei Não ...