sábado, 9 de julho de 2011




E lá estava você em meu portão. Fazendo meu coração saltar. Desprevinida corria de um lado para outro atrás de uma melhor roupa, sem acreditar ainda no que estava acontecendo. Apareci de relance na janela, era verdade, ele estava realmente á me esperar. 
Ao abrir a porta da garagem não o avistava. Encostado no muro. E ali ficamos encostados um de frente ao outro com nossas bobagens e total falta de assunto. Mas que para nós era o suficiente. Não me pergunte quem passou na rua enquanto conversávamos, nunca saberia dizer. Do que importava afinal?
Engraçado como ele não teve uma desculpa por ter vindo. Vi que ele tentou achar uma, mas sem sucesso. Mas é claro que ele desconfiava. Mas é claro que eu sabia.
Impiedoso relógio que não deixa as palavras saírem. Ele tinha algo á falar, eu sentia isso á cada silêncio súbito que tremulavam seus lábios e tapavam seu coração. Mas o relógio não deixou. Eu tinha que entrar. E isso doía.
E nos despedimos relutantes.
Ele deu 3 passos.
Me chamou.
Disse algo baixo.
Não entendi.
Ele repetiu.
Não era a mesma coisa de antes.
Nada demais.
E eu o assisti ir embora.

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