sexta-feira, 17 de junho de 2011

Canção de ninar.


Adormecido. E o amor deles apenas dormia. Um cochilo leve de fim de tarde. Qualquer descuido e ele poderia acordar de vez. Então o que eles iriam fazer com seu hóspede que já possuia a chave da porta?
Todas as noites eles em suas camas, separados por dez ruas, repetiam a si mesmos sua música de ninar. 
E o receio tomava conta de cada encontro não planejado. Tão terrivel engolir a seco um amor tão cravejado.



domingo, 12 de junho de 2011

Eternizado.


E no meio da multidão você segurou minha mão. Inesperadamente elas se enlaçaram perfeitamente, feito mágica. Foi natural. E eu boba não sabia bem o que fazer muito menos o que falar. Deveria segurar firmemente? Ou apenas relaxar? E eu te segui...

Depois de um momento isso não importava mais. Eu finalmente havia tocado sua mão.

Mil cartas

Tantas portas eu abri Tentando te encontrar E tantas outras bati Para fingir que te esqueci. Tantas orações eu entoei Não ...