terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Oh Meu Deus...


E o tom da sua voz me escapa aos ouvidos. E toma o espaço. Derrama um misterioso sentimento de alegria. Me faz sorrir.
E suas palavras são decodificadas milímetro á milímetro. Uma pausa. Um suspiro. Um riso de boca. Uma gargalhada contida. Olho ao redor. O espelho. Tudo bem, ainda estou sozinha.
Tento reviver seus batimentos. Sua face. O som de minha própria risada apaixonada. Meu sorriso mais sincero. Talvez o único...
E a realidade se mistura ao desejo oculto. Novamente. 
E o meu maior desejo é não deixá-lo partir nunca. Agarrar-lhe os braços, enlaçar-me em seus dedos, abraçar-lhe, me perder por um instante em seus olhos e fugir.
E com ele eu virava a madrugada dizendo as mais belas e insensatas besteiras. Riria de tudo que ele dissesse. Da piada mais sem graça. Da sua cara de sono. Do modo como seu sorriso me acalma. Do seu timbre querendo me enganar e logo depois rindo da minha cara por cair feito uma boba em suas fantásticas estórias. Eu confio nele. Por mais que nada nunca seja certo. Eu ainda o espero na janela mesmo sabendo que ele não virá. Talvez amanhã ou depois. Hoje não. Ainda sim conto os dias. Reponho minhas forças.
E tudo se desmancha.
Mas isso nunca dura. Eu acho que o amo. 


Oh meu Deus.

3 comentários:

Karol Rodrigues. disse...

Belissimo texto.
Lindo blog!

Te sigo :)

Evelyn Colaço . disse...

Com tanto amor, com tanta poesia, com açucar e afetos.
Oh sim, eu acho que o amas!

Sentia falta de teus textos, não suma.

Bjs

Caroline ; disse...

Que lindo o texto! :D

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