segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E ela dançava.


E ela enlaçava harmonias em seus tornozelos infantis.
E ela admirava seus calos como marcas de sua própria felicidade.

E ela dançava.

E ela sentia, respirava, ansiava... doces calafrios de vida.
E ela rodopiava em semi-círculos contornando seus planetas.
E ela voava com seus medos.
E ela ria de seus sonhos.

E ela por um momento sentiu um terno abraço.
E ela percebia seus dedos entrelaçados ao vento.
E ela não desejaria soltá-los por toda a eternidade.

E ela o enchergava claramente.
E ela sentia até sua pulsação.
E ela não tinha corajem de abrir os olhos.
E ela sabia que tudo aquilo era verdade.
E ela sorria timidamente.

E ela ouvia sua própria risada de encontro ás paredes rachadas.
E ela jurava ouvir um segundo e brando riso.
E ela sabia que tudo aquilo só podia ser verdade.


Vanessa Alves.

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