domingo, 27 de fevereiro de 2011

De repente.



E o que eu mais desejo agora é te encontrar de repente. Te achar , pois já há muito tempo insisto em te esperar sem nenhuma chegada. 

E todas as manhãs sussurro palavras torcendo para que o vento lhe faça escutar ao menos uma letra sequer. Que pelo menos toque sua face, tão docemente que lhe faça sorrir e olhar pela janela imaginando de quem poderia ser aquele leve e inocente beijo. E que descobrisse segundos depois.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Oh Meu Deus...


E o tom da sua voz me escapa aos ouvidos. E toma o espaço. Derrama um misterioso sentimento de alegria. Me faz sorrir.
E suas palavras são decodificadas milímetro á milímetro. Uma pausa. Um suspiro. Um riso de boca. Uma gargalhada contida. Olho ao redor. O espelho. Tudo bem, ainda estou sozinha.
Tento reviver seus batimentos. Sua face. O som de minha própria risada apaixonada. Meu sorriso mais sincero. Talvez o único...
E a realidade se mistura ao desejo oculto. Novamente. 
E o meu maior desejo é não deixá-lo partir nunca. Agarrar-lhe os braços, enlaçar-me em seus dedos, abraçar-lhe, me perder por um instante em seus olhos e fugir.
E com ele eu virava a madrugada dizendo as mais belas e insensatas besteiras. Riria de tudo que ele dissesse. Da piada mais sem graça. Da sua cara de sono. Do modo como seu sorriso me acalma. Do seu timbre querendo me enganar e logo depois rindo da minha cara por cair feito uma boba em suas fantásticas estórias. Eu confio nele. Por mais que nada nunca seja certo. Eu ainda o espero na janela mesmo sabendo que ele não virá. Talvez amanhã ou depois. Hoje não. Ainda sim conto os dias. Reponho minhas forças.
E tudo se desmancha.
Mas isso nunca dura. Eu acho que o amo. 


Oh meu Deus.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E ela dançava.


E ela enlaçava harmonias em seus tornozelos infantis.
E ela admirava seus calos como marcas de sua própria felicidade.

E ela dançava.

E ela sentia, respirava, ansiava... doces calafrios de vida.
E ela rodopiava em semi-círculos contornando seus planetas.
E ela voava com seus medos.
E ela ria de seus sonhos.

E ela por um momento sentiu um terno abraço.
E ela percebia seus dedos entrelaçados ao vento.
E ela não desejaria soltá-los por toda a eternidade.

E ela o enchergava claramente.
E ela sentia até sua pulsação.
E ela não tinha corajem de abrir os olhos.
E ela sabia que tudo aquilo era verdade.
E ela sorria timidamente.

E ela ouvia sua própria risada de encontro ás paredes rachadas.
E ela jurava ouvir um segundo e brando riso.
E ela sabia que tudo aquilo só podia ser verdade.


Vanessa Alves.

Mil cartas

Tantas portas eu abri Tentando te encontrar E tantas outras bati Para fingir que te esqueci. Tantas orações eu entoei Não ...