segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ponto de Ônibus.



How To Love (Rock Cover) by Christina Grimmie and Tyler Ward on Grooveshark


Um sentimento inexplicável habitava bem ali debaixo de seu casaco levemente desajeitado pelo vento. Olhe bem para ela. Para sua Alma. O que consegue ver?
Certamente nada.
Certamente tudo.

Observe os olhos dela. O que vê?
Eu vejo sonhos. Um mundo inteiro.

Consegue ouvir os batimentos?
A dificuldade sofrida de cada um deles? Como cada um bate por uma razão?

Mas não se engane. Todos se confundem.
Essa carcaça não a pertence. O que é dela ainda não chegou.
Provavelmente nem partiu de algum lugar.

Mas haverá um adeus. Um até logo.
Uma chegada.

Não perca as esperanças minha bela, estou contigo onde quer que o inverno possa te levar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Das vontades.





Eu queria que você não estivesse bem.
Na verdade quando penso em você, o vejo triste e cheio de saudade. Inundado de silêncios que consomem vazios.
E eu te sinto flutuar.
Na verdade quando penso em você, lembro de ti mais belo. Com mais escândalos.


Eu queria te ver chorar. Apenas uma vez.
Vê-lo despedaçado. Em cacos. Te sentir desfalecer em meus braços.
E eu queria te ver sorrir mais uma vez. E eu ser a desenhista.
Vê-lo em órbita. Giramos e Girando.


Eu queria te contrariar grossamente, delicadamente quanto a picada de uma borboleta mais atrevida.
Te assistir sem reação. Aquele silêncio medroso. Incoveniente.
E tudo pareceria perdido.
E eu me levantaria, te encararia por cinco segundos, longos. Te beijaria as covinhas da buchecha e te chamaria de bobo ao pé do ouvido.
E sairia por três passadas, morrendo de vontade de ser alcançada.

domingo, 9 de outubro de 2011

Sobre obsessão.









O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente.” 

- Fernando Young





- Sabe, acho que estou enlouquecendo.
- Claro que não, você está como sempre foi.
- Você realmente acha isso?
- Com toda certeza.
- Você realmente não me conhece... Desculpe por parecer estúpida, tenho que.... ir.

Ela se levanta com lágrimas nos olhos e começa a caminhar sem rumo.
Ele segura seu braço, faz ela encarar sua face.
Ela não suporta a idéia de parecer fraca perante ele, muito menos de estar chorando.

- Por que você acha que está enlouquecendo?

Silêncio. Lágrimas.

- Por ter criado um amor por você. Por ter amado tanto você.  E por ainda conseguir te amar. 


 

sábado, 1 de outubro de 2011

Olhos tristes.







Esta noite eu sonhei novamente contigo. 

Eu estava em uma rua movimentada e de repente você passou por mim e me viu. Nós dois ficamos sem reação, você principalmente. Me olhou espantado, depois de alguns segundos seus olhos eram tristes. Nada me disse. Apenas veio e me abraçou. Senti saudade em seus braços. E toda essa cena era em preto em branco.
Não me lembro de termos dito uma palavra sequer. Mas lembro que passamos um tempo juntos. Como bons amigos, novamente. 

***


 Incrivel como esses sonhos de uma forma inexplicável acalmam minha saudade de você. É como se realmente tivessemos nos encontrado de novo para diluir essa vontade de você que me sufoca.
Mas também me preoculpa. Pois sempre são sonhos tristes, como se você estivesse também sofrendo.
Mas repito para mim mesma que tudo isso é impossivel. Impróprio. Apenas carência.

Espero mesmo que sim e que tudo esteja bem com você. Meu único consolo.

Só quem ama de verdade sente.




Só quem amou com pureza pode entender o que aqui há escrito.
Não esse amor carnal, impuro.
É uma chama morna que habita no coração, dessas que acalmam num dia de chuva, e nos fazem, em dias de verão, acender sorrisos.
Só quem já teve que esquecer um amor pode sentir palavras imcorporarem pessoas, momentos, lágrimas, silêncios. Saudade.

Só quem já amou de verdade guarda jóias dentro de si. Os momentos bobos e tão importantes. O que falaram. Os sorrisos. Os toques.

E isso frustra. Porque há tanto sentimento acalmado dentro de nós mesmos, que não podemos dar. Tantos sorrisos guardados, beijos trancados apenas á espera do momento certo que parece nunca chegar....
E vai transbordando, de gota em gota, escapando pelos olhos...

E por mais que tentemos essas letras não podem nem de longe explicar tudo isso.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Abraços, carinhos e danças.

E é estranho como sinto medo por você. Instintos dos mais variáveis perigos possiveis invadem minha mente o dia todo.
Uma briga, em que você poderia estar no meio. Um acidente de trem em que você poderia estar em um dos vagões.
E meu coração aperta por segundos incessantes, e logo depois me faz lembrar que você ainda está aqui dentro. Mas você está longe. Á mundos inexplorados do meu abrigo seguro.
E eu faço planos impossiveis para te encontrar. Fugas abstratas no meio da noite. Encontros irreais no meio da madrugada.
E me pego sonhando acordada, nós dois dançando em um grande campo vazio, com as mais variadas melodias. Das mais insensatas maneiras.
O mundo poderia me chamar de louca por pensar assim. Penso enlouquecer ás vezes. Mas não gosto da sobriedade todo o tempo. Tenho tanto sentimento aqui. Se você soubesse.
E eu tenho tanto ainda para escrever. Tudo isso me estrangula. Mas é tão impossivel te colocar no papel. Decodificar o indecifrável.  O amor apenas acontece. Simples assim.
❝- Às vezes sinto falta de mim. - Eu também. - Sente falta de si? - Não, de você. E dói. [Silêncio] - Me abraça? - Sempre.
— Caio Fernando Abreu


domingo, 11 de setembro de 2011

Ridiculamente.






E os dedos dele roçaram docemente os ombros dela enquanto ele, com a desculpa de arrumar a manga da blusa, a tocou. E o carinho os encantou.

- Que foi?
- Nada...

E os dois sorriram.



E numa brincadeira a mão dele escorregou sobre o pescoço dela. Um arrepio inesperado. Algo aconteceu. Devia acontecer. Naturalmente.
Tão repentinamente o tom da risada mudou, o olhar virou um lindo abismo, o ar tornou-se mais respirável, algo floresceu.


E um ciúme apropriou-se deles. E o tempo que passavam juntos eram os mais ridiculos.

Eles adoravam isso.

sábado, 10 de setembro de 2011

O ato.










E nas escadarias em meio á faces lá estava ela, sentada com sua saia fitada.
Esperem um momento... Aquilo seriam ameaça de lágrimas?
Trilhos e trem. Multidões de histórias. Sua alma não estava ali.
Oh Deus, se ele saísse de um dos vagões e sorrisse para ela. Desejava que seus medos fossem mentira.

O ato.

Ela olha para o relógio.

Relembra sons de atos insanos. Talvez naquele instante já consumados.
E seu coração doía. Tão machucado. Cheio de retalhos.
Apenas mais uma história em meio á tantas outras. Apenas mais uma garota entre tantas.

Apenas mais um coração angustiado.




terça-feira, 6 de setembro de 2011

I'm Here.


 




Em uma madrugada qualquer o vi passar pela janela do carro. Apenas o silêncio.

E aquela cena insiste em perambular bêbadamente em minha mente, tropeçando em veias e já quase veio a cair na imensidão de meu coração. Oh Deus, não permita que ela caia no abismo.

Faço questão de que nossas lembranças sejam apenas doces. Aquelas que ainda suavisam como o vento de uma gostosa tarde de verão. 

Como dói suavizar tempestades. Há tanto amor dentro de mim apenas esperando o momento de finalmente esbrevejar com tal força que o mundo todo notaria nossa paixão. Nos perdoariam por todas as bobagens que seriam cometidas em frente á seus olhos. Sentiriam vontade de chamar por seus amores.

E essa garoa ás vezes se torna rebelde, tenta me lembrar do que eu mais quero esquecer. 

E eu apenas ficava olhando para ele sem controlar meu sorriso. Como era maravilhoso observar-te. Se ele soubesse. 

 Eu tenho um amor lindo. 

E em toas as minhas orações eu peço por ele. Não para que ele volte ou fique comigo. Mas apenas que ele fique bem. Seja lá a maneira. Imaginar seu sorriso já me é o bastante.

Eu tenho um amor lindo.

Nunca daria certo. Eu sei. 

Mas eu estarei aqui. Onde sempre estive á lhe esperar. Com um amor de tal maneira que aceita um adeus. Que ele seja breve e que a saudade lhe bata na janela, como uma pedrinha. E lhe faça acordar lembranças de dois corações que já se conhecem e anseiam por se encontrar. Seja qual for a maneira. Pois a nossa história não termina agora. Apenas uma pausa para o próximo capitulo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sua companhia.


Sua companhia.
Numa linda tarde quente de verão. Com aquele doce vento que refresca a alma. Embalsa os lábios.
E eu pediria mais cinco minutos. Um dia inteiro. Pôr-do-sol.
E eu adoraria me sentir uma boba apaixonada. E eu me encantaria em sentir você um bobo apaixonado.



- Sabe, eu nunca imaginaria que um dia estaria aqui com você. 
- Eu também não. E sabe de uma coisa?
- Hum?
- E-u -t-e-a-m-o.


sábado, 9 de julho de 2011




E lá estava você em meu portão. Fazendo meu coração saltar. Desprevinida corria de um lado para outro atrás de uma melhor roupa, sem acreditar ainda no que estava acontecendo. Apareci de relance na janela, era verdade, ele estava realmente á me esperar. 
Ao abrir a porta da garagem não o avistava. Encostado no muro. E ali ficamos encostados um de frente ao outro com nossas bobagens e total falta de assunto. Mas que para nós era o suficiente. Não me pergunte quem passou na rua enquanto conversávamos, nunca saberia dizer. Do que importava afinal?
Engraçado como ele não teve uma desculpa por ter vindo. Vi que ele tentou achar uma, mas sem sucesso. Mas é claro que ele desconfiava. Mas é claro que eu sabia.
Impiedoso relógio que não deixa as palavras saírem. Ele tinha algo á falar, eu sentia isso á cada silêncio súbito que tremulavam seus lábios e tapavam seu coração. Mas o relógio não deixou. Eu tinha que entrar. E isso doía.
E nos despedimos relutantes.
Ele deu 3 passos.
Me chamou.
Disse algo baixo.
Não entendi.
Ele repetiu.
Não era a mesma coisa de antes.
Nada demais.
E eu o assisti ir embora.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tatuado.



Lembrei de você quando o sol me despertou. E não sei por que te esperei em minha janela. Como se você realmente pudesse chegar. Mas dessa vez não foi uma espera triste, pude sentir seus pensamentos, sua respiração, suas mãos.
Só vejo papeis amassados no chão. Não consegui transcrever para ti meu coração. Tentando esquecer o passado me peguei pensando só em você. Ultimamente o silêncio é meu maior inimigo pois me faz lembrar que você ainda não está ao meu lado. Ultimamente o silêncio é meu maior aliado quando preciso sorrir.
Seus atos me fazem perder o controle. Eu não sei para onde estou indo. O que esperar. Engraçado como isso me encanta de uma certa forma meio incompreensivel.
Você tatuou em todas as faces estranhas o seu sorriso. Você rabiscou seu nome em todos os muros da cidade. Você enfeitiçou cada ônibus com a sua chegada tão calma. Você transcreveu cada letra de música com a nossa história. 

E acima de tudo, me fez te amar sem ao menos eu perceber.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Imã.


Como era confortante sabê-lo ali. Frente a escada á me esperar.
O jeito como você percebia minha chegada e nossos corpos se imantavam.
Incrivel como um sorriso leve nos escapava.
O modo como você deixava o seu grupo de conversa e me acompanhava.



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Canção de ninar.


Adormecido. E o amor deles apenas dormia. Um cochilo leve de fim de tarde. Qualquer descuido e ele poderia acordar de vez. Então o que eles iriam fazer com seu hóspede que já possuia a chave da porta?
Todas as noites eles em suas camas, separados por dez ruas, repetiam a si mesmos sua música de ninar. 
E o receio tomava conta de cada encontro não planejado. Tão terrivel engolir a seco um amor tão cravejado.



domingo, 12 de junho de 2011

Eternizado.


E no meio da multidão você segurou minha mão. Inesperadamente elas se enlaçaram perfeitamente, feito mágica. Foi natural. E eu boba não sabia bem o que fazer muito menos o que falar. Deveria segurar firmemente? Ou apenas relaxar? E eu te segui...

Depois de um momento isso não importava mais. Eu finalmente havia tocado sua mão.

quarta-feira, 18 de maio de 2011



E o que ela não conseguia mais segurar dentro de si acabara de lhe escapar tão impiedosamente para o seu maior ponto fraco. O silêncio lhe apertava o coração e decidiu escapar.
As escadas pareciam eternas com seus olhos inundados de raiva. 
Já passava da meia noite, mais uma noite sem dormir. As pegadas estufavaam o chão de granito. Quatro pés cavalgando sem direção por noite á fora. Rastro de lágrimas.
E ela fugia dele. E ele tentava alcançá-la.
Seus corpos tremiam com o sereno. Mas só corriam. Suas vozes já abafadas esmurravam as paredes adormecidas. Um coração ferido. 
- Seu mentiroso! Você não cumpriu sua promessa. Você me fez chorar de novo...
A cidade escutava cada sílaba cansada. As estrelas, cada uma delas. Suas confidentes de lágrimas.
E nada disse.
Os dois sentados em um banco de praça. O que ela precisava era que ele apenas escutasse seu choro, finalmente. E ele ouviu cada gota bater em seus ombros. Cada palavra da alma dela clamar.
O corpo dela ainda tremia. E ali eles ficaram em silêncio enlaçados em um casaco esperando os raios do amanhã.

Vanessa Alves.

* Baseado em um "sonho" que tive.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

E eu quero...


E eu queria poder inventar a nossa história de amor. Ser a desenhista do seu sorriso. Paralizar em eterno e reviver quantas vezes eu quisesse o momento que você me encantou. 
E eu queria poder conhecer seus sentimentos mais secretos, na verdade queria desvendá-los. Queria que você se perdesse só para eu poder ir achá-lo no lugar mais provável.
E eu queria vê-lo partir, só para poder agarrar seus braços, com lágrimas escorrendo, e dizer que até aquele instante eu não sabia que o amava tanto.
E eu queria poder conhecer seus piores medos para poder protegê-lo. E os seus maiores defeitos para me apaixonar por todos eles.
E eu queria poder fazer você me odiar por instantes, só para poder fazê-lo se apaixonar por mim novamente.
E eu queria poder colocar uma trilha sonora em nossos momentos. Esquecer o roteiro e pular a parte das lágrimas.

domingo, 10 de abril de 2011

Lembranças de Dezembro.


Enquanto o semáforo não abre seu sorriso ecoou em minhas bochechas, tão docemente que me fez suspirar. O ar de repente ganhou uma leveza do seu perfume. 
Lembranças de Dezembro.
Eu era a chata e você o idiota.
Você se lembra como ficávamos felizes? Como as palavras não significavam tanto? Como nossos timbres eram mais brandos?
Me diga que você também sente saudades e quer voltar. Para aquele banco de praça em que passámos horas com nossas besteiras. E eu te contei meus segredos. Você escutou cada um deles com toda o respeito e depois esboçou aquele seu sorriso , me olhou bem no fundo dos olhos e por fim me abraçou.
Será que ainda sente falta de tocar em minha face e arrumar meus fios de cabelo por causa do vento?
Eu sinto.
E lá estavamos nós, eu com minha bicicleta vermelha e a sua preta. Fazendo o que mais gostávamos, com quem mais amávamos.

-Por favor não desliga, eu sei que é você.
-(respiração). 

Ele desliga.

# OUVINDO: Taylor Swift - Back to December.
 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais um poema bobo de amor com "a" minúsculo.


E um dia eu sonhei nós dois.
Um piano.
Uma música qualquer. 
O silêncio de gritos de alegria.

E percebi que estava á chorar.
O calor de seus dedos aqueceram meu coração.
E não queria que acabasse.
Desejaria ser real.

E sofri novamente.
Eu e você.
Só aqui.
Juro que senti seu abraço.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

De repente.



E o que eu mais desejo agora é te encontrar de repente. Te achar , pois já há muito tempo insisto em te esperar sem nenhuma chegada. 

E todas as manhãs sussurro palavras torcendo para que o vento lhe faça escutar ao menos uma letra sequer. Que pelo menos toque sua face, tão docemente que lhe faça sorrir e olhar pela janela imaginando de quem poderia ser aquele leve e inocente beijo. E que descobrisse segundos depois.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Oh Meu Deus...


E o tom da sua voz me escapa aos ouvidos. E toma o espaço. Derrama um misterioso sentimento de alegria. Me faz sorrir.
E suas palavras são decodificadas milímetro á milímetro. Uma pausa. Um suspiro. Um riso de boca. Uma gargalhada contida. Olho ao redor. O espelho. Tudo bem, ainda estou sozinha.
Tento reviver seus batimentos. Sua face. O som de minha própria risada apaixonada. Meu sorriso mais sincero. Talvez o único...
E a realidade se mistura ao desejo oculto. Novamente. 
E o meu maior desejo é não deixá-lo partir nunca. Agarrar-lhe os braços, enlaçar-me em seus dedos, abraçar-lhe, me perder por um instante em seus olhos e fugir.
E com ele eu virava a madrugada dizendo as mais belas e insensatas besteiras. Riria de tudo que ele dissesse. Da piada mais sem graça. Da sua cara de sono. Do modo como seu sorriso me acalma. Do seu timbre querendo me enganar e logo depois rindo da minha cara por cair feito uma boba em suas fantásticas estórias. Eu confio nele. Por mais que nada nunca seja certo. Eu ainda o espero na janela mesmo sabendo que ele não virá. Talvez amanhã ou depois. Hoje não. Ainda sim conto os dias. Reponho minhas forças.
E tudo se desmancha.
Mas isso nunca dura. Eu acho que o amo. 


Oh meu Deus.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E ela dançava.


E ela enlaçava harmonias em seus tornozelos infantis.
E ela admirava seus calos como marcas de sua própria felicidade.

E ela dançava.

E ela sentia, respirava, ansiava... doces calafrios de vida.
E ela rodopiava em semi-círculos contornando seus planetas.
E ela voava com seus medos.
E ela ria de seus sonhos.

E ela por um momento sentiu um terno abraço.
E ela percebia seus dedos entrelaçados ao vento.
E ela não desejaria soltá-los por toda a eternidade.

E ela o enchergava claramente.
E ela sentia até sua pulsação.
E ela não tinha corajem de abrir os olhos.
E ela sabia que tudo aquilo era verdade.
E ela sorria timidamente.

E ela ouvia sua própria risada de encontro ás paredes rachadas.
E ela jurava ouvir um segundo e brando riso.
E ela sabia que tudo aquilo só podia ser verdade.


Vanessa Alves.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

De repente tudo se fez luz. Pelo menos para ela parada quase tão distraidamente para notá-lo com seu jeito tão peculiar. Seus corpos exalavam magia. Eu senti. Quando segundos se tornam especiais. Quando seu fôlego escapava por entre seus lábios inundados. Como era difícil para ela manter-se calma e perfeitamente entediada como de costume ao ele passar. Um olhar fugitivo. Com seu alvo mais do que certo. Seu coração anseia, palpita,corre,descontrola,perde os sentidos ao ele passar completamente alheio. E o que ela apenas pode fazer é arriscar um olhar desconfiado. Com cuidado. Quando o que mais se anseia é ser notada. Receber um sorriso de boca. Um "oi" talvez. Saborear sua voz. Conhecer seus sonhos. Seus desejos ocultos. Contar-lhe segredos. Rir daquela forma quando se está apaixonada. Ah... aquele riso morno que sai das profundezas do coração, faz cambalhota na garganta e explode em pequenas doses de alegria entre os lábios.

Mil cartas

Tantas portas eu abri Tentando te encontrar E tantas outras bati Para fingir que te esqueci. Tantas orações eu entoei Não ...