terça-feira, 26 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Máscaras e incidências.

Tá certo, esse negócio de "mascarados" já está fora de moda. Pelo menos aqui . Mas tem lá seu atrativo,concorda? O tal mistério por trás daqueles olhos tão negros, o cabelo tão sedoso que brinca com o vento.
Mas em um  baile de máscaras isso seria mais do que necessário. 
Essa ideia é bem a cara de Mila. Não era surpresa. Convidar gente estranha tanto para mim quanto para ela também não me surpreendia. Fazer amizades novas era sua maior felicidade.
Outro ponto alto de estar mascarada é que ninguém vai te conhecer, certo? Se bem que como disse á pouco, grande parte dos vestidos esvoaçantes e dos ternos muito bem alinhados nunca me viram antes. Isso era ótimo. Não que pretendesse... Não... Bem,certo. 
Não me pergunte quem era aquele tal de cabelos louros, com ar de atrevido ( talvez por me confundir com alguma... Digamos... "namorada"), com a camisa entre-aberta (o que é um certo "atentado" para mim e para o mundo feminino em geral) ,que bruscamente, sem prévio aviso, me abraçou por trás com mais facilidade por estar com uma máscara de elástico. Bem, por que não lhe dei um punho na cara? Por que só tinha uma das mãos livres. Tenho quase plena certeza disso... Não tanto agora que ele está á minha frente com um sorriso mais formoso, me pedindo desculpas e me erguendo o braço para uma valsa.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Instantes.

Pequenos mundos tão frágeis como cristal.
Como eu ficava feliz ao ver um realmente subir, doida com o vento, de um lado para o outro, reluzente de arco-íris. Engraçado como aquilo despertava um sorriso em meus pequenos lábios.
Eu sabia. Eu sei. Ela não durava. Meu sonho era apenas que ela subisse ao céu. O mais alto que pudesse. O mais alto que meus olhos alcançassem. Sortudas. Mas acho que não eram apenas elas que flutuavam. Algo aqui dentro... Eu sei.
Saía correndo salvando-as de cair, para que não estourassem. Como eu queria que todas pudessem subir. As gordinhas, as minúsculas, as frágeis, as coloridas, as cinzentas,as mães de primeira viagem.


(Vanessa Alves)




Mil cartas

Tantas portas eu abri Tentando te encontrar E tantas outras bati Para fingir que te esqueci. Tantas orações eu entoei Não ...