segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O dia em que tudo começou a fazer sentido.

Seria incapaz de correr contra o vento e dizer-lhe que tudo foste uma enorme mentira. O amava. Negava meus lábios. Queria poder gritar como uma louca seu nome...
Me sentia como se não houvesse mais ar para eu respirar. Ele o tinha levado. Já não era recente.
Como me achava estúpida por me sentir naquelas malditas comédias românticas.
" A mocinha no pôr -do- sol aos prantos esperando as prováveis estrelas para quem sabe se sentir mais acalentada. E de repente o mocinho aparece com uma rosa vermelha em punhos pronto para o 'felizes para sempre', ou pelo menos até os créditos finais. Sim, aquelas músicas melosas que surgem do nada e amolecem nosso coração. Músicas idiotas que agora fazem tanto sentido! "
Não conseguia parar de pensar naquele cliché de tantas garotas apaixonadas. "O que ele estará fazendo agora?". Eu que nunca nem sonharia em pensar numa bobagem dessas.
Como aquele sorriso não saía de minha mente. Aquele maldito sorriso perfeito. Injusto como ele abusava da luz do sol. Do vento. Parecia ter poder total de mim da natureza. Deixe-me em paz.

- Deixe de ser boba. Essa sua cara não me assusta. Posso te dizer uma coisa?
Nada respondi.
- Nunca vi uma menina tão zangada comigo parecer tão angelical como está agora.
Ele parou um momento, como se realmente analisasse os próximos passos.
- Deixe-me colocar...
Esticando seus punhos levemente cuidadosos ele apanhou uma flor esbranquiçada do chão e foi se aproximando de meu cabelo. 
Senti o toque tão doce de seus dedos em minha face, deslizando sobre minha bochechas já quase vermelhas. Levemente a flor teve um encaixe perfeito.
Novamente seus dedos percorriam meu rosto como se acariciasse uma pequena rosa apenas para exalar seu perfume.
Guiava-me naqueles olhos castanhos como nunca antes havia notado. Não ouvia nenhuma palavra. Juro que me esforçava.
Um de seus braços levemente rodeou minha cintura me puxando para mais perto. Perdia a cada segundo a mobilidade de meu corpo, sentia isso.
- Pare de ser bobo!
Escapou de repente. Ele se assustou e deu um passo para trás... Estava tudo perdido, pensei. Idiota! Mas não era isso que eu queria? Para minha surpresa a resposta foi...
- Espera...
O que?
Instintivamente pulei em seus braços...
-Me leve daqui.




***
Juro que meu post iria seguir outros caminhos mas tudo deu muitas voltas e parou (?) por aqui. Espero que tenham sentido as vibrações tanto quanto eu aqui do outro lado da tela.
"Por que tudo pode começar a fazer sentido quando menos esperamos!"

Beijos á todos!
Boa semana!

*Vanessa Alves

***



Um comentário:

Paulinha Leite disse...

Texto maginifico!!! Vc faz piruetas com as palavras... brinca, espalha, e elas se encaixam perfeitamente!
Perdoa a ausencia. Mas sempre que tenho um tempinho venho acarinhar meus potinhos de acucar.
Um final de semana lindo e pleno de paz e sorrisos
Sopros de alegrias pra ti! :)

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