quinta-feira, 3 de junho de 2010

Há um beijo de distância


A ideia parecia ótima, mas me dava calafrios estar naquela casa com incontáveis quartos, lindos quadros que pelo pôr-do-sol não pareciam tão bonitos como uma hora atrás. Mas estar ali com ele era o que me confortava e me protegia de tal nostalgia adolescente. 
Quando me chamou á observarmos pela janela.


Mas aqueles olhos verdes me fazia desviar com grande sucesso de minhas desilusões pelo qual me trouxeram á procurá-lo.
Meu melhor amigo era somente ele,  meu melhor sorriso era sempre em sua presença. 
Parece que ele lia meu pensamento e se atirou naquelas águas que invadiam de vapor todo o jardim e chamavam estrelas, que por sua vez assistiam a Lua descer com seu poder.
Por mais que insistisse meus pés não se mexiam e minhas mãos perderam os sentidos. Aquele sorriso me chamava, seu jeito me hipnotizava.
Bobo como só ele conseguia me domar.
Fingia que se afogava, logo depois flutuava erguendo as mãos á me chamar. Descia novamente, repetia seu pretexto. Despertou-me um sorriso meio brando ,não podia negar, apenas cedia.
Enquanto descia os degraus tudo voltou a minha mente, os medos voltaram á reinar, e lágrimas começaram á salgar minha boca. Mas prosseguia...
Quando menos esperava lá  estava eu de cara com tais olhos. Ofegantes.

- Acho mesmo que nunca encontrei " o cara "...

E ele apenas aparou meus lábios e disse:
- Ou talvez nunca tenha se distanciado dele ...

( ... )



2 comentários:

Evelyn Ceinwyn . disse...

''Mas aqueles olhos verdes...''
Ah esses olhos verdes que nus matam e ressussitam !
Me identifiquei muito com teu texto, adorei como escreves e o amor que colocas nisso.
Estou seguindo.

Beijinhos & Bom dia !

Evelyn Ceinwyn . disse...

Ai que bom que gostastes !
Estarei sempre aqui quando puder... adorei teus textos !

Grande Beijo

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