sábado, 21 de abril de 2018

Gotas em meio ao Mar.

                               


Você diz que sempre sabe das coisas
E ela ecoa no silêncio feito raio
Mal sabe que é chuva de verão
E que todas suas certezas são duas gotas em meio ao mar.

Você sofre por enganos
E eu por certezas.
Você se afoga em solidão
E eu em companhia.

Vejo suas más escolhas
E questiono a minha
Que escancara a cada silêncio
Minha vontade de gritar.

Tenho em mim seus sorrisos
E o estralo de cada gota
As suas que ecoam ao telefone
E as minhas que ensopam o travesseiro.

Tentando te encontrar me perco por ai
Tentando entender me perdi de mim
E me vi em esquinas a te esperar
E só vi você partir.

sábado, 31 de março de 2018

You are looking for love....

                             


Suas palavras tem gosto de companhia 
Daquelas de fim de tarde
Vendo o sol se esconder...
Nos seus olhos.

E da vontade de parar a cidade
Para te ver passar
De florir todos os campos
Para você decidir ficar.

Já que não dá. vamos fingir
Brincar de inventar que o eterno existe
Que você nunca irá embora
E que todos os dias serão de sol.

Você tem gosto de descoberta
Do azedo ao doce
Do amargo ao cítrico
Do inverno ao Verão.

Nos invernos um café quente
No outono vento
Na primavera carinho
No verão amor.

*Vanessa Alves.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Remédio.

                                 

Preciso de um remédio que me faça te esquecer
Exceto o timbre do seu sorriso.

Preciso de um remédio que me faça entender
E por fim aceitar que não há explicação.

Preciso de um remédio que me faça enxergar
Que meu único remédio é você.

*Vanessa Alves.

sábado, 17 de março de 2018

Voz de Soneto


Você é tipo aquelas músicas 
Que nos primeiros três segundos já dá pra sacar
Que será de mil vezes ouvida
E de três ou quatro lágrimas esvaída.

Você é vibração
Daquelas do mindinho ao pé do ouvido.

Sua voz é igual soneto de fidelidade
Que dá vontade de guardar 
Pra ouvir quando tudo der errado.

Seu riso é valsa de debutante
Daquelas de quando o coração ainda está menos quebrado.

Vanessa Alves *

sábado, 22 de abril de 2017

Mil cartas



Tantas portas eu abri
Tentando te encontrar
E tantas outras bati
Para fingir que te esqueci.

Tantas orações eu entoei
Não para pedir que ficasse
Mas que se tivesse que partir
Que fosse feliz.

De tantas lembranças
Você virou poesia
Por que não só de alegrias são escritas as histórias de amor;

De cordas suspensas eu me equilibrei
Sem ao mesmo saber voar
De tantos abismos pulei
Tentando me salvar de mim.

Incontáveis noites te odiei
Mas orei por ti.

Mil anos se passaram
Mil desejos morreram
E mil cartas foram queimadas.

domingo, 13 de novembro de 2016

Já me conformei.


Já me conformei com o silêncio 
Depois de tantos gritos
Aceitei seus defeitos
Depois que descobri eles em mim.

Já me conformei em te querer
Depois de tantos cacos 
Me perdoei por errar
Depois de apenas tentar acertar.

Já me conformei em te deixar ir
Pois sempre posso aguardar sua chegada
Me arrependi de tentar lhe explicar
Fácil mesmo seria te abraçar.



sábado, 22 de outubro de 2016

Esse poema




E esse poema não será sobre você
Porque ainda tem algo que me afeta
E tudo que eu sei muda de resposta
Quando eu tento lembrar de te esquecer.

E esse poema não será sobre nós
Porque afinal esqueço que tudo já é em vão
E que em meio a despedidas lentas
Eu só me preparo para a ultima.

E esse poema não será sobre amor
Afinal você nem acredita mais nisso
E eu começo realmente a concordar
Que não deva mais existir pois só poderia se fosse com você.

E esse poema não será sobre o passado
Muito menos sobre o futuro
Deixa ele ser sobre um talvez
Ou um nunca mais.


Gotas em meio ao Mar.

                                Você diz que sempre sabe das coisas E ela ecoa no silêncio feito raio Mal sabe que é chuva de ve...